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A tendência do atacarejo: oportunidade para startups

A tendência do atacarejo: oportunidade para startups

Seja pela expansão das lojas físicas ou pelos investimentos cada vez mais maiores em e-commerce, o atacarejo tornou-se uma opção para as famílias brasileiras quando o assunto é economia

Ao que tudo indica, 2022 vai ser o ano do atacarejo no Brasil. O mercado vive uma fase de tendência de alta e o setor caminha a passos largos em busca da inovação. Prova disso é que a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad) iniciou, há poucos dias, uma ação de marketplace batizada como AbasteceBem.

A iniciativa, voltada à venda para as empresas e não ao consumidor final, foi uma solicitação que partiu dos próprios atacadistas. O shopping virtual, de acordo com a Abad, já reúne 7 empresas, mas já há 150 outras organizações interessadas.

No projeto de marketplace da Abad, cada um dos atacadistas participantes é responsável pelo gerenciamento das suas entregas ou os produtos vendidos podem ser retirados pelos clientes nas lojas. A proposta é que, em até três anos, o canal esteja consolidado.

O atacarejo, com certo atraso, percebe que o e-commerce é uma necessidade poderosa em seu planejamento estratégico. Uma pesquisa encomendada pela Abad à consultoria Nielsen revelou que, em setembro de 2020, quase metade dos atacadistas (48,4%) ainda não tinha ações efetivas no comércio eletrônico. O estudo apontou também que 19,7% iniciavam naquele momento o processo de criação desse canal e que apenas 31,9% já estavam atuando com vendas on-line.

Essa fase de avanço do atacarejo para o e-commerce pode ser sinônimo de oportunidade para as startups. Grandes nomes do setor, como o Assai, que pertence ao grupo francês Casino (que também controla o Grupo Pão de Açúcar), fechou, há poucos messes, parceria com o aplicativo de entregas Cornershop by Uber.

No caso do Assaí, que não tem e-commerce e nem atuação em marketplaces, a opção, além de abrir novas lojas físicas, é investir estrategicamente em aplicativos de última milha (“last mile”). A intenção é que novos acordos com outros aplicativos do segmento sejam oficializados ainda no início de 2022.

A grande gigante do atacarejo no Brasil, o Atacadão, que faz parte do Grupo Carrefour, adquiriu a CotaBest, uma startup de referência no segmento de atacado on-line. Dessa forma, organizou um marketplace que congrega mais de 300 vendedores parceiros. Fora isso, também fechou parcerias com aplicativos como o Cornershop e Rappi.

Bom momento do atacarejo

Em grande expansão nos Estados Unidos, o atacarejo também é uma tendência no Brasil. O modelo, focado em preços baixos, se beneficiou da mudança de estilo de consumo e já chamou a atenção dos pequenos varejistas, interessados em produtos para revender, e também do consumidor final – ávido por economia. Em Curitiba, por exemplo, o Gigante Atacadista, que faz parte do Grupo Zona, proprietário da rede de supermercados Condor, iniciou as atividades no dia 3 de dezembro.

O empreendimento foi projetado com a missão de oferecer baixos custos operacionais, além de aumentar a eficiência e possibilitar a oferta de preços baixos no atacado e no varejo. A loja recebeu um investimento de R$ 75 milhões e gerou mais de 350 empregos, sendo 215 diretos. O espaço possui uma área construída de 12.200 m², sendo 7 mil m² de área de vendas.

De acordo com o presidente do grupo, Pedro Joanir Zonta, a primeira loja do Gigante Atacadista foi idealizada após pesquisas revelarem o desejo  do consumidor pela presença do grupo neste nicho de mercado. "Para inaugurarmos a primeira unidade do Gigante, escolhemos um local estratégico que faz a ligação de vários pontos da cidade e que também serve de acesso para a Região Metropolitana de Curitiba e o interior do estado. O nosso plano de expansão prevê, em um curto prazo, a implantação de outras lojas do mesmo perfil em diferentes regiões", avalia.

Com o objetivo de oferecer agilidade no atendimento, o Gigante Atacadista possui 27 checkouts e um estacionamento com capacidade para 3 mil vagas rotativas diárias. Já pensando em facilitar os negócios de empresários que trabalham com grandes quantidades, a loja oferece um televendas.

Por essas e outras razões, as tendências do atacarejo para o novo ano são as melhores possíveis. Afinal, essa modalidade inovadora de comércio híbrido, que une o atacado e o varejo (também conhecida como Cash and Carry), já é realidade na rotina de mais de 65% das famílias brasileiras. Aposta mais que certeira!

 

 

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